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A angústia e a beleza que viram arte!

Por mais que pareçam ser sentimentos em conflito, a angústia e a beleza são mais capazes de se unir do que pensamos, e o resultado vai do belo ao catastrófico. A releitura O Vento (foto acima) surgiu assim, dessa mistura de dois elementos que, à primeira vista, não tem muito a ver um com o outro, mas que quando se mergulha na imensidão dessas figuras, todas as coisas fazem sentido.

A ideia? Unir em uma peça única as histórias da atriz e modelo Marilyn Monroe e do quadro O Grito, de Edvard Munch. Uma proposta ousada e com um resultado surpreendente. Saiba mais sobre essa história e o seu processo a seguir.

 Inspirações

À esquerda, o quadro O Grito. À direita, Marylin Monroe na famosa cena do filme "O Pecado Mora Ao Lado". Fotos: Pinterest.

 

Essa ideia, que pode parecer controversa, não surgiu à toa, já que ambos os nossos objetos de inspiração tem histórias que, mesmo não relacionadas, se cruzam. O Grito é um quadro pintado em 1893 pelo norueguês Edvard Munch, e sua fama atravessa fronteiras. Ele é considerado a primeira obra de arte do movimento artístico denominado de Expressionismo. Sua figura principal é até hoje conhecida como a expressão máxima da angústia e da solidão.

Muitas são as teorias que envolvem qual teria sido o estopim para que Munch tivesse feito esse quadro e a mais aceita delas está descrita no diário do próprio autor: "Caminhava com dois amigos pelo passeio, o sol se punha, o céu se tornou repentinamente vermelho, eu me detive; cansado, apoiei-me na grade - sobre a cidade e o braço de mar azul-escuro via apenas sangue e línguas de fogo - meus amigos continuaram a andar e eu permanecia preso no mesmo lugar, tremendo de medo - e sentia que uma gritaria infinda penetrava toda a natureza". Além disso, o quadro tem outras 3 versões, todas pintadas pelo mesmo artista utilizando técnicas diferentes.

As quatro versões do quadro "O Grito", de Edvard Munch. Imagem disponível em https://www.culturagenial.com/quadro-o-grito-de-edvard-munch/

 

Do outro lado, aparece a figura quase divina de Marilyn Monroe. Com sua graça e sensualidade, ela foi uma atriz e modelo consagrada, além de ser um dos maiores sex simbol do início do século XX. Sua história, porém, contém diversos elementos complicados que acabaram culminando na sua morte precoce, aos 36 anos.

Nascida Norma Jean Mortensen, era filha de mãe solo e nunca chegou a conhecer seu pai. Por conta de problemas psiquiátricos, sua mãe foi internada e assim, Monroe passou a maior parte da infância em abrigos ou na casa de parentes e amigos. Casou-se pela primeira vez quando tinha somente 16 anos e começou a trabalhar em uma fábrica de munições. Lá, ela conheceu seu primeiro fotógrafo e iniciou sua carreira como modelo pin-up. Dois anos depois, ela se divorciou e passou a se dedicar à carreira de atriz.

Marilyn Monroe atuando no aclamado filme "Os Homens Preferem As Loiras". Foto: Pinterest

 

A partir daí, a vida de Marilyn nunca mais foi a mesma. Enquanto atriz, teve diversos papéis de destaque em filmes que foram sucesso de bilheteria e fez aulas de atuação com grandes nomes como Lee e Paula Strasberg. Seu sucesso era tão estrondoso que ela chegou a ter a sua própria produtora.

Porém, nem tudo eram flores. A atriz lidou por vários anos com diversos problemas de saúde, além de enfrentar a luta contra a ansiedade e a depressão. Enfrentou também diversos problemas matrimoniais nos dois casamentos que se seguiram em sua vida e atribulações ligadas à mídia, crítica e colegas de trabalho. Por conta disso, desenvolveu um vício preocupante em drogas e problemas com baixa autoestima. Sua crescente angústia chegou ao fim no ano de 1962, aos 36 anos, quando Marilyn foi encontrada morta em seu quarto e como causa, um provável suicídio.

 As duas expressões máximas da angústia e da beleza acabaram se unindo para formar a escultura O Vento, que é parte da nossa linhas de releituras e que busca homenagear a memória de beleza e dor que esses artistas deixaram. Acesse www.patriciamaranhao.com e encante-se com essa e outras obras fantásticas!

 

Referências:

https://www.todamateria.com.br/o-grito/

https://www.ebiografia.com/marylin_monroe/

https://www.culturagenial.com/quadro-o-grito-de-edvard-munch/

 

 

 

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